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  3.  Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso - Antônio Barreto (12)
  4.  À janela com os olhos de Mario Quintana - Edmir Carvalho Bezerra (11)
  5.  Lamento junto a Deus pelo Haiti - LEONARDO BOFF (9)
  6.  Conversa à lareira - Eugênio de Sá (7)
  7.  Depois das queimas - Antonio Rezende (7)
  8.  A moça que passa - Alberto Cohen (6)
  9.  Café e Artemísia - Carmen Rocha (5)
  10.  Teatro da vida - Efigênia Coutinho (5)
  11.  Fragmentos de poemas de um Livro leve que virá com águas e anoitecimentos - Edmir Carvalho Bezerra (5)
  12.  Rastro - Diane Mazzoni (5)
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  14.  DESERTOS - Lílian Maial (4)
  15.  Me dá um abraço?! - Edmir Carvalho Bezerra (4)
  16.  Amor e saudade - Edimo Ginot (4)
  17.  Todas as línguas - Carlos Correia Santos (3)
  18.  Liberdade, liberdade - Ana Guimarães (3)
  19.  Fodaleza.com, NOVÍSSIMO LIVRO DE CLÁUDIO PORTELLA - Cláudio Portella (2)
  20.  ÁLVARO ALVES DE FARIA: UM POETA APAIXONADO PELA VIDA QUE SABE QUE A POESIA É SOLIDÃO E TROCA, PASSATEMPO E SACRAMENTO. - Ver-o-Poema (2)

Canções para saber florir

Gilia GerlinG

Eu sou Gilia Gerling. Nasci no Rio de Janeiro, em um hospital bem próximo ao Cristo Redentor. Um privilégio e tanto, ter aquela maravilha como referência ocular. Mas o maior privilégio foi ter nascido de minha mãe, Ivonne Vieira Gerling e ter nascido pelas mãos de meu avô, o médico Galdino Nunes Vieira. Essa três inspirações me acompanham até hoje, desde o dia 21 de maio de 1952.

Não sou profissional das letras. Gostaria de ser. O que escrevo é o que sinto e compartilho. Não defino nem rotulo mas me encanta, colocar em linhas ordenadas e fazer versos do meu dia-a-dia.

Profissionalmente atuo em duas áreas: música e saúde mental. Sou terapeuta e me especializei no tratamento e prevenção das dependências químicas, seguindo a linha da terapia cognitiva.

Como musicista tenho uma jornada e tanto. Grande parte de minha família é de músicos e, aos três anos, comecei a estudar piano com minha mãe, a inesquecível primeira professora. Por muitos anos me dediquei ao piano, violoncelo e contrabaixo acústico. Tocava, dava aulas e participava de conjuntos e orquestras. Em 1978, comecei a dar 'sinais' de gostar de reger. Fui me aprofundando e em 1984 optei pela regência.

Reger, para mim, é um grande fascínio. Lida-se com o poder e com a completa exposição. Uma contradição, mas que obriga o exercício diário do estar disponível para compartilhar o aprendido e aprender com o próprio ofício. Lidar com pessoas é maravilhoso. Reger instrumentos e seus tocadores é uma dádiva! Rejo coral e orquestra e exercitar a flexibilidade é requisito básico, mas maior ainda é o constante cuidado com a amplidão do poder.

Ainda como musicista, sou profissional da voz e me especializei também em técnica vocal. Este é mais um lado profissional que me fascina. Trabalhar com a voz do outro requer muita responsabilidade; afinal, 'tirar' a voz e lapidá-la é tarefa delicada pois estamos trabalhando a parte fisiológica e psicológica do aluno.

Na literatura tenho um ídolo: Fernando Pessoa. Geminiano como eu, Pessoa diz por mim tudo que preciso dizer. É dele o 'alerta' que me faz lembrar a necessidade de estar em dia comigo mesma: 'Que triste não saber florir'.

Gaivotas

LEGADO DE AMOR

Leva minha alma contigo e faz que ela dance em ti

Leva minha alma contigo e faz que ela te respire por inteiro

Leva minha alma contigo e faz que ela vibre a tua

 

E se eu precisar morrer,

Não chore por minha alma.

Ela estará eternizada em cada pedaço da tua.

E à noite, quando o vento soprar,

será este o meu canto estrelado para te fazer adormecer.

 

E sonha!

Sonha, meu infinito amor.

Sonha com minha alma leve e tranqüila.

Minha alma serena e descansada com a memória plena

de teu aconchego de sempre.

 

E ao sol,

reverencia teu mais belo sorriso.

Será este,

o  meu jeito eterno de te aquecer nas horas frias do cotidiano.

 

 

 

INVENTAR HORIZONTES

 

Inventar horizontes

Única maneira de suportar a possível perda de rumo nestes

mares aflitos que nos ameaçam todas as manhãs

 

Inventar gaivotas

Única maneira de suportar estas nossas lágrimas

pela dor maior de um céu não azul

 

Inventar ondas

Única maneira de suportar a calmaria que a lucidez nos obriga

 

Inventar sol e lua

Única maneira de suportar estes tempos iguais

que nos enlouquecem com suas diferenças

 

Inventar velas

Única maneira de suportar o espanto dos nossos olhos

refletidos nas águas que acolhem estes restos de naufrágio

 

Inventar...

Inventar gaivotas, ondas,

velas, sóis e luas.

E sempre, inventar  horizontes

E, caso o horizonte nos falhe,

tentar a sobrevivência

e, se ela se negar,

inventar um cais em cada lágrima.

 

 

VIA-SATÉLITE

 

Os ventos agonizam, nas janelas gradeadas

Os medos se instalam, nas fechaduras

E as janelas choram, sem companhia

 

O sol aquece, por medo das geleiras

Nossos olhos congelam, porque ninguém os aquece

As águas secam, de tanto chorar

E o nosso pranto deságua no nada

 

Urge reinventar o mundo

Dar cores aos momentos vazios

E preencher, com sonhos, as faltas de respostas

***

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Comentários recentes

POEMA PARA AS PERNAS

"Sonho um sonho de pernas para o ar" e Lílian, com o brilhantismo de sempre, mostra que de pernas para o ar ela não tem nada!
Beijos, querida poeta.
Jorge

Jorge Cortás Sader Filho em 08/02/2010

Conversa à lareira

Belíssimo Eugênio.
Um beijo/rosa

rosa em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

belas pernas, lílian.
Aroeira em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

VOCÊ É FODA!
Hélio Pequeno em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ah, Lílian Maial, poetisa e mulher, médica e mestre! Por que não tuas pernas, se marcam passo, caminham, correm e, não raro, voam! Diz bem quando se sente nas alturas das letras a mirar as pernas nas ruas, na vida rotina de sempre ontens, sempre amanhãs...
Preserva as pernas, Mulher de Poesia! Este planalto central brasileiro anseia por elas e reza-lhe versos de andarilhar também, como quem não tem rumo (mas sabe de cor o caminho das estrelas).

Luiz de Aquino em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Hahaha, eu já comentei esse texto no Recanto das Letras, então aqui só vou resumir. O texto é genial, e uma ótima pérola para este site, que já contava com umuitas belezas.
Daniel C. Rodrigues em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

é preciso saborea-lo mais de uma vez, gostei da imagens, dos enjambements, gostei menos da pontuaçao que me escraviza na leitura de um poema que se quer livre, e que por tanto poderia ter as vezes, em alguns versos outra disposiçao dos mesmos. Estou pensado em analisa-lo junto na minhas alunas de master aqui na Freança. pour quoi pa? E ate muda-lo de lingua no meu seminario trilingue. parabens Lilian . Sua leitora Roselis
Sera que voce podia envioa-me este OD em anexo ao meu mail para facilitar ? Agradeço de antemao

rOSELIS BATISTAR em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ler os poemas da Lílian é, sempre, mergulhar num exercício de beleza pensamentos, rimas e versos. Parabenizo o site Ver o Poema pela publicação do POEMA PARA AS PERNAS, ao tempo em que agradeço a oportunidade da sua leitura.
Lêda Yara em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Poema de pernas para o ar que pára o movimento para curtirmos o momento da leitura. Muito bom.
Fraterno abraço.
Fabio Daflon

Fabio Daflon em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Dra Lilian Maial , grande escritora , sensível poeta!
Parabéns pela lucidez inspirada nesses versos brancos e purificados pela sua lavra inconfundível !
Abraços fraternos
Vera Mussi

vERA em 07/02/2010

Me dá um abraço?!

lindo!
Rosa Pena em 07/02/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Lindoooo! O cordelista só deveria ter cuidado, pois caiu na mesma situação do nosso inteligentíssimo poeta Caetano Veloso. Não esqueça, querido amigo, de que Caetano foi, é, e sempre será um dos maiores poetas do mundo. Tem um pasado de luta contra todos os preconceitos. A reprovação é válida, a ofensa não.
Ubirajara Sá em 30/01/2010

Depois das queimas

Este poema me fez um bem danado. Sim. O amor - planta em solo frágil - rebrotando sempre, como a vida da vegetação, mesmo depois das queimadas.
Amália em 30/01/2010

Lamento junto a Deus pelo Haiti

Saudações! Realmente, esta dor não se explica, até mesmo porque não sabemos o dia de nossa morte, apenas temos que estar preparados. É difícil de entender alguns caminhos de Deus, aqueles que estão vivos vão ter que entender de alguma forma esses caminhos, eu não sei como isso vai acontecer, uma das explicações estão no texto acima.
Marcelo Torcato em 28/01/2010

HAITI, ANGRA, ILHA GRANDE E MEU CORAÇÃO

Lílian,
tua crônica fala por todos os seres que possuem em seu íntimo a empatia e o sentimento de solidadedade.
Beijo suas valiosas inspirações, de ontem, de hoje, de sempre.
Luiz Celso de Matos

Luiz Celso de Matos em 28/01/2010

DESERTOS

Gostei muito do primeiro verso deste poema.
Realmente impressiona.

Adalberto Santos em 28/01/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

É lamentável a inocência e o entusiamo do Cidadão Antonio Barreto.
Copnhece da História do Mundo, do Brasil... Se faz História com o tempo. e o próprio Tempo há de mostrar que a visão sobre esse (des)governo do então Presidente/Ditador Lula da Silva vai entrar para uma Página Negra da nossa história brasileira.
Errar é humano! Permanecer no erro é burrice!!!

Maria em 28/01/2010

Lembrança do Rio

Especialmente lindo este escrever da Raquel.
Célio Pedreira em 23/01/2010
Edição:
RODOVIA ARTHUR BERNARDES - PASSAGEM SÃO PEDRO Nº 06 - TELÉGRAFO - BELÉM - PA CEP. 66.113.455
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