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  1.  POEMA PARA AS PERNAS - Lílian Maial (28)
  2.  Desmemória - Rosa Pena (25)
  3.  Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso - Antônio Barreto (12)
  4.  À janela com os olhos de Mario Quintana - Edmir Carvalho Bezerra (11)
  5.  Lamento junto a Deus pelo Haiti - LEONARDO BOFF (9)
  6.  Conversa à lareira - Eugênio de Sá (7)
  7.  Depois das queimas - Antonio Rezende (7)
  8.  A moça que passa - Alberto Cohen (6)
  9.  Café e Artemísia - Carmen Rocha (5)
  10.  Teatro da vida - Efigênia Coutinho (5)
  11.  Fragmentos de poemas de um Livro leve que virá com águas e anoitecimentos - Edmir Carvalho Bezerra (5)
  12.  Rastro - Diane Mazzoni (5)
  13.  Um novo mundo é possível - Maria Cleide Pereira (4)
  14.  DESERTOS - Lílian Maial (4)
  15.  Me dá um abraço?! - Edmir Carvalho Bezerra (4)
  16.  Amor e saudade - Edimo Ginot (4)
  17.  Todas as línguas - Carlos Correia Santos (3)
  18.  Liberdade, liberdade - Ana Guimarães (3)
  19.  Fodaleza.com, NOVÍSSIMO LIVRO DE CLÁUDIO PORTELLA - Cláudio Portella (2)
  20.  ÁLVARO ALVES DE FARIA: UM POETA APAIXONADO PELA VIDA QUE SABE QUE A POESIA É SOLIDÃO E TROCA, PASSATEMPO E SACRAMENTO. - Ver-o-Poema (2)

A veia poética de Ediney Santana

Fernando Henrique Ramos - Escultura em Pedra-sabão

Raiava!!!!

   

Há no esgoto de mim tudo de limpo

que o mundo rejeitou.

Sombras de um eterno dia entre aspas.

Tudo é sub-urbano

como mulheres na central do Brasil

vorazes pelas migalhas

dos imundos do templos. Desvirgino

o teu sagrado e estúpido

ser holocausto. Eu como canibal

vou trepidando agulhas nas asas

mesquinhas de quem amo.

 

 

Bebo ao ser que vem

 

A você que vem eu saúdo  com mil canhões.

Armas solidárias

do amanhã feito sobre a covardia do hoje.

Saúdo-te mulher de todos os

Úteros verminosos.

Teu filho serás bandido santo, morte e

vida para minhas mais sensatas

loucuras.eu como ser feliz desse ninho 

deito no teu colo paraíso do mundo.

 

Alegria

   

Vem dançar comigo,

             linda senhora do dia feliz

qual paraíso em que

              abita o senhor da noite que não finda,

senhora tão linda como

               os anéis de um soberano sem paz.

               Vem comigo ao parque

que sou inimigo do rei,meu exército devora

               fetos reais

não tenha medo, enquanto eu te amar

               vida vais ter, senhora!

 

A Morte de Ana Lú

      

Foi ontem em 1874 que ela saiu,

o dragão do bem

devorou suas viceras.

Ela morta, bela ria para mim.

Levei-a

Até o meu quarto, fiz festa

sobre o tempo de morte

em que ela vivia. Acordou

não reconheceu nada além do

que um dos seus seios

em minhas mãos de poeira e

alecrim, rio-se o medo.

Foi ontem que Deus

fez sobre mim seu maldito

juramento:

tudo que amas serás de mim

teu inferno entre os mortos

e os quase vivos.

 

Felicidade

      

Câncer, política, crime

A cor amarela

dos rins da menina louca.

Pus e ácido.

Mãe e pai, pai morto e açúcar,

sangue ruim.

Houve uma tempestade,

raio de sol e

um dia de primavera.

Dor de cabeça, gonorréia,

Ácido na língua

Traição e pus no olho direito.

Sexo e não sexo, árvore.

Tamanduá, cachaça,

Reza de Gil Mario, a certeza de

Que sou sozinho,

a certeza de que não sou exato,

pau, pedra e sertões na

alma cansada, rios em fogo.

  

Os seios de Maria Li

               

Eram a flor do mundo aqueles seios

decadentes.

Não havia leite, apenas prisão e jardins.

Jardins habitados

por serpentes e velhos piratas.

Voraz eram aqueles seios - línguas e orquídeas.

O mundo foi sugado por ele.

Pariram-se abutres e bolos de cereja,

Fiz pipocas e  cálice de

sangue de um antigo amor.

 

Am(or)

 

Voamos ao mais profundo silêncio.

Voamos 

nas releituras de antigos cadáveres.

Mortos em amor.

Fuzilados na paz de um grande amor.

Ediney Santana

Ediney Santana nasceu na cidade de Mundo Novo - Chapada Diamantina-Ba no em 14 de março de 1974. Desde os dois anos de idade vive em Santo Amaro- Litoral da Bahia. Em 2002 publicou pela Universidade Estadual de Feira de Santana seu primeiro livro de poemas “Até que a eternidade nos uma”. Em 2004 publicou “O Evangelho do Mal” pela Papel Virtual Editora. Em 2006 saiu o “Anfetaminas e arco-íris”. Escreve contos no seu blog http://edineysantana.zip.net

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Comentários recentes

POEMA PARA AS PERNAS

"Sonho um sonho de pernas para o ar" e Lílian, com o brilhantismo de sempre, mostra que de pernas para o ar ela não tem nada!
Beijos, querida poeta.
Jorge

Jorge Cortás Sader Filho em 08/02/2010

Conversa à lareira

Belíssimo Eugênio.
Um beijo/rosa

rosa em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

belas pernas, lílian.
Aroeira em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

VOCÊ É FODA!
Hélio Pequeno em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ah, Lílian Maial, poetisa e mulher, médica e mestre! Por que não tuas pernas, se marcam passo, caminham, correm e, não raro, voam! Diz bem quando se sente nas alturas das letras a mirar as pernas nas ruas, na vida rotina de sempre ontens, sempre amanhãs...
Preserva as pernas, Mulher de Poesia! Este planalto central brasileiro anseia por elas e reza-lhe versos de andarilhar também, como quem não tem rumo (mas sabe de cor o caminho das estrelas).

Luiz de Aquino em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Hahaha, eu já comentei esse texto no Recanto das Letras, então aqui só vou resumir. O texto é genial, e uma ótima pérola para este site, que já contava com umuitas belezas.
Daniel C. Rodrigues em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

é preciso saborea-lo mais de uma vez, gostei da imagens, dos enjambements, gostei menos da pontuaçao que me escraviza na leitura de um poema que se quer livre, e que por tanto poderia ter as vezes, em alguns versos outra disposiçao dos mesmos. Estou pensado em analisa-lo junto na minhas alunas de master aqui na Freança. pour quoi pa? E ate muda-lo de lingua no meu seminario trilingue. parabens Lilian . Sua leitora Roselis
Sera que voce podia envioa-me este OD em anexo ao meu mail para facilitar ? Agradeço de antemao

rOSELIS BATISTAR em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ler os poemas da Lílian é, sempre, mergulhar num exercício de beleza pensamentos, rimas e versos. Parabenizo o site Ver o Poema pela publicação do POEMA PARA AS PERNAS, ao tempo em que agradeço a oportunidade da sua leitura.
Lêda Yara em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Poema de pernas para o ar que pára o movimento para curtirmos o momento da leitura. Muito bom.
Fraterno abraço.
Fabio Daflon

Fabio Daflon em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Dra Lilian Maial , grande escritora , sensível poeta!
Parabéns pela lucidez inspirada nesses versos brancos e purificados pela sua lavra inconfundível !
Abraços fraternos
Vera Mussi

vERA em 07/02/2010

Me dá um abraço?!

lindo!
Rosa Pena em 07/02/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Lindoooo! O cordelista só deveria ter cuidado, pois caiu na mesma situação do nosso inteligentíssimo poeta Caetano Veloso. Não esqueça, querido amigo, de que Caetano foi, é, e sempre será um dos maiores poetas do mundo. Tem um pasado de luta contra todos os preconceitos. A reprovação é válida, a ofensa não.
Ubirajara Sá em 30/01/2010

Depois das queimas

Este poema me fez um bem danado. Sim. O amor - planta em solo frágil - rebrotando sempre, como a vida da vegetação, mesmo depois das queimadas.
Amália em 30/01/2010

Lamento junto a Deus pelo Haiti

Saudações! Realmente, esta dor não se explica, até mesmo porque não sabemos o dia de nossa morte, apenas temos que estar preparados. É difícil de entender alguns caminhos de Deus, aqueles que estão vivos vão ter que entender de alguma forma esses caminhos, eu não sei como isso vai acontecer, uma das explicações estão no texto acima.
Marcelo Torcato em 28/01/2010

HAITI, ANGRA, ILHA GRANDE E MEU CORAÇÃO

Lílian,
tua crônica fala por todos os seres que possuem em seu íntimo a empatia e o sentimento de solidadedade.
Beijo suas valiosas inspirações, de ontem, de hoje, de sempre.
Luiz Celso de Matos

Luiz Celso de Matos em 28/01/2010

DESERTOS

Gostei muito do primeiro verso deste poema.
Realmente impressiona.

Adalberto Santos em 28/01/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

É lamentável a inocência e o entusiamo do Cidadão Antonio Barreto.
Copnhece da História do Mundo, do Brasil... Se faz História com o tempo. e o próprio Tempo há de mostrar que a visão sobre esse (des)governo do então Presidente/Ditador Lula da Silva vai entrar para uma Página Negra da nossa história brasileira.
Errar é humano! Permanecer no erro é burrice!!!

Maria em 28/01/2010

Lembrança do Rio

Especialmente lindo este escrever da Raquel.
Célio Pedreira em 23/01/2010
Edição:
RODOVIA ARTHUR BERNARDES - PASSAGEM SÃO PEDRO Nº 06 - TELÉGRAFO - BELÉM - PA CEP. 66.113.455
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