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Têmpera
Ninguém soube ao certo se Martim morreu de desgosto. De envenenamento pelas tintas da paleta. Ou de seu coração ter parado na tarde luminosa daquele 3 de setembro. Mas muitos teceram coisas - que coisa. Dele, de Maria, seus amores, foram buscar a baba escondida e o fio desprendido do trapo da vida, de toda vida, de todos nós. Maria - o quê? Maria era longa, esguia e esquiva, de olho verde escuro de mar muito afastado, que ninguém nunca percebeu, em vinte e cinco anos de matrimônio. Se mexia quieta pela casa, pelo ateliê, limpava paletas, jogava fora os trapos encharcados de solventes e restos de tinta, arrumava os pincéis, fazia a escrita de Martim, vendia-lhe os quadros, arrumava camisas e cuecas, dirigia a cozinheira, recebia visitas e anotava recados. E no colchão duro das necessidades acomodadas entregava-se a Martim. Num abandono de adolescente saída de colégio de freiras.
O que se passava - o que se passou - o que se passa nas pessoas alguém sabe? Maria pontuava a carreira do marido, o pintor que foi ficando famoso.
Martim foi ficando famoso mas não somente assim como hoje, vendendo quadros, ganhando cada vez mais dinheiro. Ficando famoso como se podia ou devia, naquele tempo. Porque, é claro, isto aconteceu há bastante tempo. Martim (e Maria, é claro) vieram acontecendo desde 1930 - depois que se encontraram em uma matinê de Carnaval no Odeon, ela de colombina cor-de-rosa, ele de palhaço-sem-graça. Tão sem graça trambolhando pelo salão, ressabiado, palhaço de óculos finos de aro de tartaruga, que assim foi achado uma graça! por Maria.
Dizem, os que os conheceram, que Martim era muito ciumento de Maria. De Maria distante e esguia, de olho verde escuro de mar afastado. Outros, dizem que não, que ela é que não estava à altura dele e que quando ele descobriu, enfim. As pessoas dizem muito, de uma pessoa tão famosa. Querem dizer assim “o Martim, quando tinha 27 anos...” para provar que conhecem gente importante, só isso.
O certo é que, uma tarde, depois de mais de vinte e cinco anos, um dia Martim entrou em casa e encontrou Maria toda vestida, de tailleur bege, blusa de renda branca, sentada em um banquinho do ateliê,segurando a bolsa. Ficou espantado. Onde você vai, perguntou.
- Eu vou embora, respondeu Maria.
- Embora para onde? Que loucura é essa?
E ela foi mesmo embora, sem mais. Não, não no assim sem mais, porque já preparara tudo, já falara com advogado, separara dinheiro para si, reservara quarto com banheiro em apartamento de amiga. Fez coisas que naquele tempo mulher nenhuma fazia – porque isso se passou lá pelos anos 50, 60.
Martim ficou desesperado. Ficou órfão e desatrelado, de repente. Um certo remelexo na família se fez, apelou aos dois filhos já moços, já nos seus caminhos. Maria, nada. Serena, decidida.
Passada uma semana, Maria voltou. Martim precipitou-se, em risos até, ele que era homem de cara amarrada. Maria chegou,deu uma olhada em torno, viu aquela desordem toda, o ateliê uma zona, os trapos sujos de tinta atirados para todos os lados,tirou o chapéu e as luvas, colocou-as em cima da mesa, sentou no mesmo banquinho da despedida.
E explicou seus termos: dali por diante continuaria a trabalhar na casa como secretária do marido, encarregando-se de providenciar a limpeza do ateliê, gerenciar a venda dos quadros. Teria um salário fixo, comissões sobre os ganhos, horas certas – das 9 da manhã às 5 da tarde, com duas horas para almoço.
Certo?
Martim riu, meio divertido. Um riso meio torto, que parou a meio quando viu que ela falava sério. Maria pontuou bem as coisas – pegar ou largar, o respeito às condições devia ser absoluto. Ela seria uma empregada da casa (da firma), paga, com obrigações bem definidas e regalias trabalhistas.
Certo, concordou Martim,engolindo em seco.
E as coisas foram se desenrolando por ali, às nove horas em ponto Maria chegava, abria a porta, ia dependurar o casaco e a bolsa, vestia um guarda-pó, ia arrumando o ateliê, Martim chegava, ela o cumprimentava polidamente, prestava contas, conversava sobre exposições e datas, limpava os pincéis, os trapos sujos,saía para o almoço, voltava. Às cinco horas em ponto tirava o guarda-pó, vestia o casaco, as luvas, pegava a bolsa, se despedia.
É claro que Martim, ao vê-la distante, reservada, misteriosa, tentou o que todo patrão tenta com a secretária – pelo menos teve a intenção de tentar. Afinal, Maria era ainda uma mulher bonita, esguia, elegante. E inteligente, ele não podia negar. Ela voltaria a ser sua, teria de. (O pior é que havia nele, por trás das maquinações da sedução, um sentimento – ela era, sim, a mulher amada, a que nenhuma outra jamais, etc.)
Não. Se enveredarmos por ai, contando as coisas como os demais sempre contaram, quebrando pelas juntas a história e transformando-a em mero clichê, anedota, essa história que dizem verdadeira – estaremos cometendo uma injustiça. Para com os personagens. Para com a própria narrativa, desperdiçada em vulgaridade.
Como saber realmente o que se passava, em Martim, em Maria – como interagiam as duas personalidades, os dois temperamentos,como se combinaram eles em mil recombinações de uma só têmpera, não só naqueles dias posteriores à separação, mas a vida toda, suas conversas em todos os momentos de convivência naqueles vinte e cinco anos anteriores, no picado dos dias das horas, no ateliê, na cama, na praia...enfim – para o quê se encaminhavam, de quê fugiam, sua grandeza, suas mesquinharias...como saber? (nós, que nem ao menos somos deuses).
Só podemos vê-los, a eles dois, Martim, Maria, como duas esferas de força que um dia se encontraram, se superpuseram, reunindo sua potencialidade – a dele, se desenvolvendo depois, a partir da imobilidade dela? (não dizem que “por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”?) Mas então, um dia, a força retraída, a Maria, avança para o proscênio, desliga-se da outra força e...
Para Martim, pela primeira vez, houve um questionamento – então ela, não estava feliz? Ela que permanecera todo aquele tempo ali, à sua disposição, ao seu serviço, sim, essa a verdade, ao seu serviço, ela, a sua amada, a sua modelo – não pintara um famoso retrato, dela? De repente – havia uma estranha ao seu lado, uma mulher fria, distante, uma funcionária metódica, uma peça autônoma de engrenagem ?
Martim deu de seguir Maria. Espioná-la. Ir até o seu edifício, rebaixar-se a ponto de indagar coisas do porteiro, do garagista. Saía à noite, percorria os bares da orla do mar, vigiava a saída dos teatros, os restaurantes. Esperava que outros lhe contassem com quem fora vista, o que fazia, com quem estava. Não conseguia descobrir nada.
Como todo homem, e pior ainda, sendo seu dom a expressão plástica, Martim não era dotado de fácil verbalização. Mas durante aquele tempo todo, de desconforto com Maria – meses se passaram, dizem -, foi brotando aos poucos lá dentro dele informe botão, meio que a medo: um desejo de falar, parecia; uma necessidade de desmanchar aquele nó que se formara entre eles (os homens sabem, bem que sabem, que esperamos deles a palavra –o desmanche daquele caroço ruim que eles carregam na garganta, do cancro fechado da “não-entrega”).
Quando a fala chegou, foi numa quarta-feira de inverno, toda cinza, com mar de ressaca ao fundo. Martim esperou por Maria, antecipou-se a ela abrindo a porta do ateliê, foi o primeiro a dizer bom-dia. Maria parou na soleira, como convidada indecisa. Dizem que Martim até arriscou um comentário sobre o tempo – sem graça que só ele mesmo, pensou Maria, que não pôde evitar um sorriso a meio. Talvez estivesse lembrando daquele palhaço que até era engraçado, do baile do Odeon.
A conversa não foi além daquilo, naquele dia de ressaca. Mas parece que frutificou – coloriu-se? Sim, deve ter ido por ali afora, ganhando força e sobretudo cores, aos poucos. Afinal, Martim era um colorista de mão cheia. Mas quando um dia Martim quis estender a conversa para fora do ateliê e das horas regulamentares, Maria voltou a se fechar, desculpou-se como faria com um patrão importuno, catou luvas chapéu e bolsa, saiu rápida. Faltou dois dias ao trabalho. Martim enregelou, colado às suas telas, esperando um telefonema. Que não veio. No terceiro dia, lá estava ela às nove horas, pontual, fria, mecânica.
Não, nem tão mecânica – pensou Martim, que em um dado momento, semanas depois, conseguiu virar-se a tempo de colher na ex-esposa um olhar feminino, intenso, antigo. Um olhar insaciado. Foi a vez dele fingir não ter percebido. Enfim – ficaram neste jogo um pouco mais de tempo, bola vem bola vai.
Até a coisa ganhar uma súbita e incontrolável aceleração quando um dia Martim não se agüentou mais, se arrebentou pela fala – ele, o difícil de verbalização, o homem do pincel, o encruado, falou: coisas assim, que Maria era seu amor, que eles podiam retomar uma vida, que reconhecia seu erro, pedia perdão até, e que tal se fizessem uma viagem à Europa juntos, uma viagem como ela sonhava – ele sabia- não daquelas coisas apressadas e cheias de negócios de quadros e galerias, mas deles, só deles, com tempo e vagar e....
Maria olhou bem para ele, fundo – e sorriu. Não posso exagerar, dizer que aquele foi seu primeiro, seu único sorriso pleno em meses (o outro, o de linhas acima, se estão lembrados, fora “um meio sorriso”), ou em quanto tempo, mas me disseram que sim, que foi. O certo, o que todos viram e confirmaram, foi a animação de Martim nas três semanas seguintes, que antecederam o embarque – para um cruzeiro por países do Oriente Médio e da Europa, em navio italiano de luxo, cabina de primeira classe reservada, trajes especiais feitos por alfaiate para ele, uma compra de enxoval para Maria – dizem que ele próprio o encomendou em boutique de luxo. E providências tomadas para ausência mínima de seis meses, uma vida nova que despontava para ambos, tudo muito anunciado, festas de despedida, sonhos.
Quatro dias antes do embarque, um telegrama chegou para Martim: “Impossível viajar. Boa viagem. Maria”.
O porteiro do edifício dela confirmou: a senhora? Viajara para Minas. Não, não deixara endereço.
No ateliê desolado, sobravam tintas, pincéis, esboços. Sobrava a sua vida. Martim se demorou sentado no tamborete, diante de uma tela em branco – olhando para o nada, parecia. Mas o nada de um homem que viveu já 54 anos, o nada de um artista, é feito de um tudo de miríades de impressões de cores de luzes de trevas de folhagens de falas de escutas de olhares mil olhares das cores todas o vermelho vivo o triste róseo do entardecer o suave cinzento da tarde de chuva o azul da melancolia e da divindade das guirlandas tecidas em torno dos amores da boca fresca da namorada de quinze anos de todos os sonhos as aventuras as batalhas os suspiros as mortes o nascer renascer de sempre o diálogo dos amigos os sons a música de todos os tempos e os livros os papiros da imaginação desatada e...
Havia ainda um tudo, no seu nada. E a ele entregue, como nunca antes, Martim se derramou em telas, desenhos, gravuras, no mais que podia, exaurindo todas suas possibilidades, desenvolvendo suas técnicas, esquecido de tudo o mais, até de comer, de dormir, obsessivo, redobrando horas no ateliê, lavando mal os pincéis, limpando a mão em trapos de solventes, de tinta – se envenenando. Morreu de repente, sete meses mais tarde.
Mas dizem os que bem o conheceram que mesmo na mocidade, que já na adolescência, tinha o hábito estranho de provar as tintas com a ponta da língua. Se inebriar de tintas. Que chegara mesmo, em período de estudante pobre, a comer uma gelatina química que lhe vendiam para preparo de suas tintas.
Quem sabe ao certo?
Nós, que nem ao menos somos deuses – que histórias contaremos? Como dotá-las de todas as minúcias do acontecido? Afinal, Deus pôde fazer o que queria, pegar seu lápis-carvão do tamanho do universo e ir escrevendo milênios e bilhões de anos de suas histórias, grandes, pequenas, infinitas, grãos de areia, estrelas no céu? – tudo história. Deus escreve a história do universo, e deste mundo, e a minha, e a tua.
Somos personagens criados, títeres em uma grande peça teatral. Rabiscos coloridos, dispersos em uma tela. Ou restos de tinta suja usada para feitura de outros mundos, quem sabe. Mais nada.
Cecília Prada voltar | ver comentários (1) | envie para um amigo
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Comentários recentes
Alberto Cohen - porque poetas não têm explicação...
Sobre Alberto Cohen, achei muito bonito tudo que descobri nas poesias.
Aproveito para deixar uma trova.
Ao trilhar nossos caminhos
Vemos crianças que choram
Se a elas damos carinho
Seus sorrisos se afloram.
Na minha ultima postagem em 15/07/010, Escrevi algo que veio da minha emoção de momento.
Percebi logo a seguir, que havia escrito uma palavra incorreta dentro da frase.
(Algo que nos suplante) Desculpem-me.
Rio preto MG
Maria Helena Alves Lamanna em 26/07/2010
Pétalas
Amo o que escreves, colocas alma e paixão.
NILDE em 26/07/2010
Ruy Barata: aglutinador dispersivo?
Jorginho, caro, seus comentários elegantes, poéticos (tu, poeta também) 1 Muita inspiração pra ti, caro.
me fazem refletir. E o diálogo leva à reflexão. vivas do velho Paulo Nunes
PAULO nUNES em 24/07/2010

Ruy Barata: aglutinador dispersivo?
Esse é um texto para se refletir, claro, e muito mais sobre de quem ele trata: Ruy Barata. Os caminhos há relexão, muitos, estão nele, do Modernismo, no Pará, e suas rupturas ou reinvenção às formas fixas, outras formas; sua possível dispersão? ou um aglutinador mesmo que é o que mais acalanto; o poeta que foi, o letrista, ou letrista-poeta, enfim, essa figura que sempre deverá suscitar polêmica, porque múltiplo, sem receio, indo, ou remando, meu mano! Ruy, para mim, é semelhante ao Vinícius de Moraes, este foi um poeta de livro, erudito, e aliás como Ruy, publicou dois livros antes de enveredar para a MPB; Vinícius foi quase que execrado por esses intectuais, pelo fato de ter traído a Poesia, e tornar-se letrista, Ruy, por aqui, também; a qualidade da letra da MPB, com o aparecimento do Vinícius, teve maior relevância e qualidade, na PPP, com Ruy, também; Vinícius é um dos poetas brasileirosmais traduzidos, ouvidos, lidos, estudados, e Ruy não, a dferençaentre eles é que um é do Rio de Janeiro e outro de Santa Maria de Belém do Grão Pará. Desejaria que o Ruy fosse mais estudado e indicado a teses de metrado, doutorado, tcc, enfim, pois só assim nossa literatura pode ser conhecida pelo menos por nós, e quiça essa postura se estenda à letra de música, que foi o que esses dois poetas brasileiros, Vinícius e Ruy, amavam.
jorge andrade em 22/07/2010

Dança
Olá Nidia
Bom vê-la por aqui e "dançar" na sua poesia.
Um abraço
edimo ginot
Edimo Ginot em 22/07/2010
Pétalas
Por algum momento ouvi a voz da Simone Almeida a interpretar musicalmente Pétala do Ubirajara Sá. Singelo, profundo e refexivo. Ave, Ubirajara!
Marcos Afonso Dutra em 17/07/2010
OCASO
Eunice Arruda é uma das melhores poetas brasileiras. Seus poemas são sensíveis, com metáforas delicadas e potentes. Gosto da maneira como consegue sintetizar o poema sem deixá-lo superficial: o efeito, ao contrário disso, é de força poética.
Ariane Alves dos Santos em 17/07/2010
Teatro da vida
Mi querida amiga Efigénia, cuando puedo leo tus poesías amiga, ya las que guardo estan gastadas de tanto leerlas.
Un bes desde Argentina.
Héctor Reinaldo Pomodoro
Héctor Reinaldo Pomodoro em 17/07/2010
Dança
Sem comentário. isso e sublime, maravilhoso e estasiante
Osvaldo gaia em 17/07/2010
"ALÉM DOS MUROS" com Pedrinho Cavalléro
Fico feliz por este fanzine eletrônico, com uma qualidade exemplar para outros. São dessas niciativas que a cultura, a arte de Belém é mostrada edialogada com outras de outros centros, porque é assim que se faz o conhecimento, neste embate. Parabéns.
jorge andrade em 17/07/2010
Teatro da vida
Mi querida amiga pasan los años pero siempre te recuerdo, es una pena no poder escribir Portugués pero:- puedo leer todas las poesías.
Un beso grande y Dios te bendiga
Héctor Reinaldo Pomodoro em 15/07/2010
Alberto Cohen - porque poetas não têm explicação...
Se não existe uma explicação para o poeta... Carrego dentro de mim, pontos de interrogação????
Quem é este ser que vive dentro de mim?
Que às vezes me angustia
As vezes me dá alegria
Nem eu mesma entendo !
Quem poderá entender?
Pergunto não ouço respostas
E eu mesma viro as costas
Para este ser que é o meu ser
De um lado a realidade
Do outro a utopia
Quando tudo se mistura
Torna-se uma agonia
Não sei se vivo uma ilusão
Ou uma grande magia
Como não ouço respostas
Prefiro pensar que sou
Maria...Somente Maria!
Maria Helena Alves Lamanna em 13/07/2010

Alberto Cohen - porque poetas não têm explicação...
Boa Noite.Gostei da forma como definiu que o poeta não tem explicação.A partir do ano de 2002, escrevi o meu primeiro poema e confesso ter procurado por muito tempo uma explicação para o que aconteceu comigo.Com o meu primeiro poema, conquistei dois títulos em concursos.
Não tenho um grau de escolaridade superior, e nunca tive muitos livros para ler. Nasci e vivi em um pequeno povoado durante vinte e seis anos da minha vida.Hoje, já conquistei mais de doze títulos em concursos.Resolvi comentar algo, por ter uma amiga que se chama Carla Cohen. Veio do Rio de Janeiro, e mora na cidade de Valença, cidade visinha a minha. Vou comentar com ela sobre Alberto Cohen. Construimos no povoado de São Pedro do Taguá, uma pequena Biblioteca em regime de mutirão e contando com a solidariedade de amigos e Carla tem me ajudado bastante. Acredito que a poesia tenha vindo para mim como uma missão. Hoje incentivo as crianças para um mundo mais cultural e concreto.
Não quero ver o nome das nossas crianças como futuros predadores dos grandes centros.
Um grande abraço. Maria Lamanna Rio Preto MG
Maria Helena Alves Lamanna em 12/07/2010

Dança
Senti a profunda singularidade da beleza deste poema. Não tem como não apaixonar-se pela dança.
Marcos Afonso Dutra em 12/07/2010
POVERA - vídeo poema
Marcante, reflexivo, irreverente e doce, alguns dos adjetivos que definem essa poesia lapidada a ferro, fogo e flores.
Tua subjetividade abre um leque vasto em mil interpretações, enfim, aí está o belo.
Forte e destemido, sem medo de marcar presença singular na arte.
Aqui óh,de joelhos!
Simplesmente intrigante e.........bela.
izildinha renzo em 10/07/2010
Dança
Olá, Nydia, boa tarde de segunda-feira pra você, lindíssima poeta!
Dancei consigo a sua música, senti consigo as suas dores, seus amores e me elevei nos ares, com as asas que a Poesia nos dá.
Linda, leve, terna e ao mesmo tempo profundo o seu poema. Parabéns, um grande beijo!
DARCI BORGES em 05/07/2010
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