Destaque


Ver-O-Poema Vídeo


contatore visite website counter
Total de acessos hoje: 26
As mais acessadas no mês:
  1.  POEMA PARA AS PERNAS - Lílian Maial (28)
  2.  Desmemória - Rosa Pena (25)
  3.  Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso - Antônio Barreto (12)
  4.  À janela com os olhos de Mario Quintana - Edmir Carvalho Bezerra (11)
  5.  Lamento junto a Deus pelo Haiti - LEONARDO BOFF (9)
  6.  Conversa à lareira - Eugênio de Sá (7)
  7.  Depois das queimas - Antonio Rezende (7)
  8.  A moça que passa - Alberto Cohen (6)
  9.  Café e Artemísia - Carmen Rocha (5)
  10.  Teatro da vida - Efigênia Coutinho (5)
  11.  Fragmentos de poemas de um Livro leve que virá com águas e anoitecimentos - Edmir Carvalho Bezerra (5)
  12.  Rastro - Diane Mazzoni (5)
  13.  Um novo mundo é possível - Maria Cleide Pereira (4)
  14.  DESERTOS - Lílian Maial (4)
  15.  Me dá um abraço?! - Edmir Carvalho Bezerra (4)
  16.  Amor e saudade - Edimo Ginot (4)
  17.  Todas as línguas - Carlos Correia Santos (3)
  18.  Liberdade, liberdade - Ana Guimarães (3)
  19.  Fodaleza.com, NOVÍSSIMO LIVRO DE CLÁUDIO PORTELLA - Cláudio Portella (2)
  20.  ÁLVARO ALVES DE FARIA: UM POETA APAIXONADO PELA VIDA QUE SABE QUE A POESIA É SOLIDÃO E TROCA, PASSATEMPO E SACRAMENTO. - Ver-o-Poema (2)

Poemas representativos

Cores

Soneto da vitrine

(Sombras & espelhos)

 

A vidraça estilhaçada,

Não desfaz a minha imagem,

Não subtrai da cidade,

A luz do sol ofuscada.

 

De pé, fiquei na calçada

Com minha mão estendida.

Exorcizei minha vida

Na pedra que arremessara.

 

Por um instante, escutara

O som de ossos quebrados

Da montra fragmentada.

 

Meu corpo feito estilhaços

Que os passantes pisavam

Entre espanto e gargalhadas.

 

 

Poetas

(Sombras & espelhos)

 

São tantos os poetas

Quanto estrelas,

Dispersos em bandeiras

Pelo mundo.

 

Eternos e profundos

Pelas letras,

Em digressões soberbas,

Em dimensões sem fundo.

 

São tantos os poetas

Que o planeta,

Em tinta de caneta,

É resumo.

 

Enorme rascunho

Em línguas estrangeiras.

A tradução perfeita

Das emoções do mundo.

 

 

 

Mosaico

(Sombras & espelhos)

 

Em minha mão,

Mil pedaços.

Antigo quadro,

Uma mesa,

Alguém que come calado

Com discrição ou tristeza.

 

E lado a lado

Na mais extrema destreza,

Enfileirado

Sob a antiga nobreza,

Assenta-se o mosaico.

 

Sob os meus pés, o passado

Em um quadrado,

Pintado

Nesse retalho do tempo.

 

Breve momento

Guardado

No mais antigo mosaico

Preso à calçada,

Ao tempo.

 

 

 

Sonhos

(Tríptico)

 

 

Os meus sonhos

são apenas fragmentos de memória,

pequenos focos de luz

como cristais dispersados

num caleidoscópio de pensamentos,

distorções esdrúxulas da realidade.

Rumores, amores e momentos,

abertos numa gaveta destrancada.

Minhas pálpebras fechadas

num caixão de quase nada.

Um quase definido como os sonhos

que são versos que componho

numa noite agitada.

Movimento involuntário dos meus olhos,

que entre risos, ainda choro

por apenas acreditar sofrer.

Entre cartas mal escritas e seladas,

vem a calma ao chegar o amanhecer.

Vem enfim, o esquecimento

desse quase fingimento

que é sonhar.

 

 

 

Em demasia

(Tríptico)

 

 

Eu sou demasiado triste,

pelos versos que componho.

Eu sou demasiado louco,

pelo pouco

que proponho.

Não deveria o mundo ser assim,

em demasia.

Talvez não seja o mundo,

seja enfim,

minha poesia

Demasiada em meu tédio,

sem remédio,

em grafia;

em longas noites mal dormidas;

nos insultos

que eu ouvia.

Não caberia em minha mão,

toda a visão

que em mim cabia.

Eu sou demasiado em tudo,

que ironia,

demasiado em meu luto

por ser fruto

de utopia.

Em demasia são os dias

que me escapam entre os dedos

como uma teia

que é lânguida e esguia.

O mais sublime pensamento

que perde tempo

em demasia.

Demasiado, meu tormento,

pelo tanto

que eu não via.

Demasiadamente eterno,

meu inferno em agonia.

Em demasia sou

quem sou,

um astronauta que acordou

num mundo estranho

em demasia.

 

 

 

Sombra de nanquim

(Pax-vóbis)

 

Que a vida,

Mesmo frágil, continue.

Que perdure

Meu amor, além de mim.

Que não tenham fim,

Meus passos pela rua.

Que dissipe sob a lua,

Minha sombra de nanquim.

 ***

João Felinto Neto

João Felinto Neto (1966) é natural de Apodi-RN. Bacharel em Ciências econômicas pela UERN. Funcionário Público Estadual(Técnico em Biodiagnóstico) desde 1986. Publicou pela Coleção Mossoroense: Por minhas mãos e Opalina (Poesia), pela Litteris Editora: Reticências desfeitas (Poesia), Como editor/autor(Poesia): Cabaz:com frutos do meu delírio; Olhos de guri (Infanto-juvenil); Gravetos; Quadrilátero; Sopro poético; Sob meus calcanhares; Sombras & espelhos; Poesia no lixo; Páginas de ontem; Alguns degraus; Letras, representações estilísticas de idéias toscas dispersadas em poemas do cotidiano. Histórias em verso: O herege, A caveira e a rosa e Um pedaço de pangéia. De crônicas: Estranhas narrativas e Crônicas dispersas. Além de um Livro índice de todos os poemas.

voltar | ver comentários (1) | envie para um amigo

Comente esta publicação

Nome:
Email:
Site:
Comentário:
Confirme o código de autenticação ao lado:
 
Comentários recentes

POEMA PARA AS PERNAS

"Sonho um sonho de pernas para o ar" e Lílian, com o brilhantismo de sempre, mostra que de pernas para o ar ela não tem nada!
Beijos, querida poeta.
Jorge

Jorge Cortás Sader Filho em 08/02/2010

Conversa à lareira

Belíssimo Eugênio.
Um beijo/rosa

rosa em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

belas pernas, lílian.
Aroeira em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

VOCÊ É FODA!
Hélio Pequeno em 08/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ah, Lílian Maial, poetisa e mulher, médica e mestre! Por que não tuas pernas, se marcam passo, caminham, correm e, não raro, voam! Diz bem quando se sente nas alturas das letras a mirar as pernas nas ruas, na vida rotina de sempre ontens, sempre amanhãs...
Preserva as pernas, Mulher de Poesia! Este planalto central brasileiro anseia por elas e reza-lhe versos de andarilhar também, como quem não tem rumo (mas sabe de cor o caminho das estrelas).

Luiz de Aquino em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Hahaha, eu já comentei esse texto no Recanto das Letras, então aqui só vou resumir. O texto é genial, e uma ótima pérola para este site, que já contava com umuitas belezas.
Daniel C. Rodrigues em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

é preciso saborea-lo mais de uma vez, gostei da imagens, dos enjambements, gostei menos da pontuaçao que me escraviza na leitura de um poema que se quer livre, e que por tanto poderia ter as vezes, em alguns versos outra disposiçao dos mesmos. Estou pensado em analisa-lo junto na minhas alunas de master aqui na Freança. pour quoi pa? E ate muda-lo de lingua no meu seminario trilingue. parabens Lilian . Sua leitora Roselis
Sera que voce podia envioa-me este OD em anexo ao meu mail para facilitar ? Agradeço de antemao

rOSELIS BATISTAR em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Ler os poemas da Lílian é, sempre, mergulhar num exercício de beleza pensamentos, rimas e versos. Parabenizo o site Ver o Poema pela publicação do POEMA PARA AS PERNAS, ao tempo em que agradeço a oportunidade da sua leitura.
Lêda Yara em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Poema de pernas para o ar que pára o movimento para curtirmos o momento da leitura. Muito bom.
Fraterno abraço.
Fabio Daflon

Fabio Daflon em 07/02/2010

POEMA PARA AS PERNAS

Dra Lilian Maial , grande escritora , sensível poeta!
Parabéns pela lucidez inspirada nesses versos brancos e purificados pela sua lavra inconfundível !
Abraços fraternos
Vera Mussi

vERA em 07/02/2010

Me dá um abraço?!

lindo!
Rosa Pena em 07/02/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Lindoooo! O cordelista só deveria ter cuidado, pois caiu na mesma situação do nosso inteligentíssimo poeta Caetano Veloso. Não esqueça, querido amigo, de que Caetano foi, é, e sempre será um dos maiores poetas do mundo. Tem um pasado de luta contra todos os preconceitos. A reprovação é válida, a ofensa não.
Ubirajara Sá em 30/01/2010

Depois das queimas

Este poema me fez um bem danado. Sim. O amor - planta em solo frágil - rebrotando sempre, como a vida da vegetação, mesmo depois das queimadas.
Amália em 30/01/2010

Lamento junto a Deus pelo Haiti

Saudações! Realmente, esta dor não se explica, até mesmo porque não sabemos o dia de nossa morte, apenas temos que estar preparados. É difícil de entender alguns caminhos de Deus, aqueles que estão vivos vão ter que entender de alguma forma esses caminhos, eu não sei como isso vai acontecer, uma das explicações estão no texto acima.
Marcelo Torcato em 28/01/2010

HAITI, ANGRA, ILHA GRANDE E MEU CORAÇÃO

Lílian,
tua crônica fala por todos os seres que possuem em seu íntimo a empatia e o sentimento de solidadedade.
Beijo suas valiosas inspirações, de ontem, de hoje, de sempre.
Luiz Celso de Matos

Luiz Celso de Matos em 28/01/2010

DESERTOS

Gostei muito do primeiro verso deste poema.
Realmente impressiona.

Adalberto Santos em 28/01/2010

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

É lamentável a inocência e o entusiamo do Cidadão Antonio Barreto.
Copnhece da História do Mundo, do Brasil... Se faz História com o tempo. e o próprio Tempo há de mostrar que a visão sobre esse (des)governo do então Presidente/Ditador Lula da Silva vai entrar para uma Página Negra da nossa história brasileira.
Errar é humano! Permanecer no erro é burrice!!!

Maria em 28/01/2010

Lembrança do Rio

Especialmente lindo este escrever da Raquel.
Célio Pedreira em 23/01/2010
Edição:
RODOVIA ARTHUR BERNARDES - PASSAGEM SÃO PEDRO Nº 06 - TELÉGRAFO - BELÉM - PA CEP. 66.113.455
Hospedagem:
Design: