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Pérolas do vento entre as folhas Pérola
Quando o vento, Silencioso e frio bate na alma,
E a solidão nos cerca vil e Assustadora
Qual demônio nos sonhos de Criança! Procuramos nos braços De um grande amor Refúgio e abrigo eternos
Mas o Amor por si só Nada pode fazer se este,
Não encontrar o caminho E a porta para o coração!
Roubando-te o sono
Não te apreces em falar De Amor;
Nem em fazer promessas vazias;
Que não se cumprirão.
Amor, É fruta mordida, De gosto peculiar Que se sente na alma,
De olhos fechados e de boca aberta. O seu sabor,
Entorpece a razão e entrega a alma aos desatinos
Do corpo Roubando-te o sono e sossego. Amor,
É tesouro que não se deve guardar. É segredo para se partilhar aos quatro ventos.
Algum dia
Algum dia
Hei de escrever um poema Tão belo quanto o teu olhar, não mais bonito, Mas igual.
Há de ter a mesma ternura que há em ti, Há de ter a mesma frágua, Há de ter a mesma fragilidade,
Há de ter a mesma força,
Há de ter a mesma sensibilidade,
Há de ter a mesma doçura,
Enfim, há de ter o brilho e melancolia do teu olhar.
ETHÉREO
Hoje, quando acordei, Fui tomado subitamente pelo silêncio Da noite Lá fora fazia um cheiro forte e Agradável Tão inebriante que me entorpecia os Sentidos
Era o perfume que se desprendia Da natureza e que emanava de todas as partes:
Da grama úmida, Das folhas das árvores ainda molhadas pelo orvalho, Do barro, e até mesmo das pedras
Extático,
Fechei os olhos... Era como se Deus estivesse ali, Diante de mim.
Permaneci estático e Tentei sorver aquele momento Indizível
Até que, sutilmente, o sol penetrou por entre as Árvores... É dia! Pensei. A essa hora meu anjo ainda dorme docemente O seu sono.
Marthefran da Silva é poeta inspirado que mora em Caxias no Maranhão. você pode conhecer melhor seus escritos no blog: O Vento entre as folhas
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Comentários recentes
POEMA PARA AS PERNAS
Ah, Lílian Maial, poetisa e mulher, médica e mestre! Por que não tuas pernas, se marcam passo, caminham, correm e, não raro, voam! Diz bem quando se sente nas alturas das letras a mirar as pernas nas ruas, na vida rotina de sempre ontens, sempre amanhãs...
Preserva as pernas, Mulher de Poesia! Este planalto central brasileiro anseia por elas e reza-lhe versos de andarilhar também, como quem não tem rumo (mas sabe de cor o caminho das estrelas).
Luiz de Aquino em 07/02/2010
POEMA PARA AS PERNAS
Hahaha, eu já comentei esse texto no Recanto das Letras, então aqui só vou resumir. O texto é genial, e uma ótima pérola para este site, que já contava com umuitas belezas.
Daniel C. Rodrigues em 07/02/2010
POEMA PARA AS PERNAS
é preciso saborea-lo mais de uma vez, gostei da imagens, dos enjambements, gostei menos da pontuaçao que me escraviza na leitura de um poema que se quer livre, e que por tanto poderia ter as vezes, em alguns versos outra disposiçao dos mesmos. Estou pensado em analisa-lo junto na minhas alunas de master aqui na Freança. pour quoi pa? E ate muda-lo de lingua no meu seminario trilingue. parabens Lilian . Sua leitora Roselis
Sera que voce podia envioa-me este OD em anexo ao meu mail para facilitar ? Agradeço de antemao
rOSELIS BATISTAR em 07/02/2010
POEMA PARA AS PERNAS
Ler os poemas da Lílian é, sempre, mergulhar num exercício de beleza pensamentos, rimas e versos. Parabenizo o site Ver o Poema pela publicação do POEMA PARA AS PERNAS, ao tempo em que agradeço a oportunidade da sua leitura.
Lêda Yara em 07/02/2010
POEMA PARA AS PERNAS
Poema de pernas para o ar que pára o movimento para curtirmos o momento da leitura. Muito bom.
Fraterno abraço.
Fabio Daflon
Fabio Daflon em 07/02/2010
POEMA PARA AS PERNAS
Dra Lilian Maial , grande escritora , sensível poeta!
Parabéns pela lucidez inspirada nesses versos brancos e purificados pela sua lavra inconfundível !
Abraços fraternos
Vera Mussi
vERA em 07/02/2010
Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso
Lindoooo! O cordelista só deveria ter cuidado, pois caiu na mesma situação do nosso inteligentíssimo poeta Caetano Veloso. Não esqueça, querido amigo, de que Caetano foi, é, e sempre será um dos maiores poetas do mundo. Tem um pasado de luta contra todos os preconceitos. A reprovação é válida, a ofensa não.
Ubirajara Sá em 30/01/2010
Depois das queimas
Este poema me fez um bem danado. Sim. O amor - planta em solo frágil - rebrotando sempre, como a vida da vegetação, mesmo depois das queimadas.
Amália em 30/01/2010
Lamento junto a Deus pelo Haiti
Saudações! Realmente, esta dor não se explica, até mesmo porque não sabemos o dia de nossa morte, apenas temos que estar preparados. É difícil de entender alguns caminhos de Deus, aqueles que estão vivos vão ter que entender de alguma forma esses caminhos, eu não sei como isso vai acontecer, uma das explicações estão no texto acima.
Marcelo Torcato em 28/01/2010
Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso
É lamentável a inocência e o entusiamo do Cidadão Antonio Barreto.
Copnhece da História do Mundo, do Brasil... Se faz História com o tempo. e o próprio Tempo há de mostrar que a visão sobre esse (des)governo do então Presidente/Ditador Lula da Silva vai entrar para uma Página Negra da nossa história brasileira.
Errar é humano! Permanecer no erro é burrice!!!
Maria em 28/01/2010
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