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Meu bem, por favor me deixe. Eu sou ilegal. (Dos meus poemas de amor)
Eu não sou habitual de carne e osso, amor todos insanos são você desiste da nossa conversa
eu vou dirigir um carro,
o meu carro azul
Não leio jornal palavras comuns me fazem mal, amor então você desaparece
arranhando minha tristeza,
arruinando minha alegria.
Eu vou visitar mamãe,
mamãe vai chorar por mim
Não calço sapatos meus pés gastam sandálias não fumo, não bebo laços e nós, meu amor me põem perigos demais
Uso camisetas em liquidação borboletas e gravatas voam de mim pousam em ilhas imorais.
Eu ouço um blue enquanto mamãe chora.
Meu bem me chame só meu é o nome que tenho
o mesmo verso, em todo poema de amor:
Por favor, não me deixe!
Se a posição de sentar é essa não sou normal não gosto de festas sinais vermelhos portas muito abertas
Não sou prisioneiro das invenções e sons banais
Por favor, me deixe!
Eu sei inventar uma flor.
Entenda os recados na Tevê as mentiras que a muitos agradam me fazem mal você me queria no carnaval prefiro novenas, quermesses e quintais
Você acha sua música genial seu mau gosto, meu bem me cai muito mal
Tenho saudades de alguém
que não seja normal leia Dom Quixote, meu bem leia um livro e a gente conversa.
Mas depois,
Por favor, me deixe! ***
Edmir Carvalho Bezerra
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Comentários recentes
Solidão cósmica*
Cara poeta Regina
Realmente, nada mudou por aqui.
Em sua carta desabafando a saudade do amigo Renato Russo,e de como "as coisas continuam coisando por aqui", é triste e ao mesmo tempo hilário, o Brasil decadente em que vivemos.
Pão e circo, mas o que seria de nós sem o poeta?
Rub Weiss em 05/09/2010
Aquele olhar
Olhares impossíveis. Uma despedida querendo ficar. Lindo, como tudo o que o autor escreve. Amei!
Kelly Santoro em 04/09/2010
De Profundis
De profundis é o que você , nobre poeta escreve.
Você fala de alma para alma. E a canção é simplesmente um deleite para os ouvidos e suas palavras para o coração.
Num site tão maravilhoso, uma única crítica:
conheço sua obra tão intensa e promissora.
E encontro poucas poesias suas.
benjamin bonhoeffer em 04/09/2010
HÜZÜN (Melancolia)
Minha poetiza preferida
Regina e as palavras...
Meu universo se encanta com a poesia em relevo,
explícita nos versos que escreve, delineiam, sublimam o pensar e resgatam nossos sentidos, e quando digo nossos, estou falando de nós,
pobres mortais diante da poesia.
Quão pálida e desvalida seria nossa vida se não houvesse o poeta, se não houvesse você!
Regina, o mundo ainda é melhor porque você não é virtual, você escreve e existe.
benjamin bonhoeffer em 04/09/2010
Aquele olhar
Mais uma vez releio Alberto Cohen. Mais uma vez me enterneço com sua forma de escrever e palavras dentro de um texto que não é uma simples crônica. Seria diminuí-la, intitulando-a simplesmente assim. É uma poesia pura, doída e maravilhosa, que fotografa um último instante entre dois seres que se amavam e, neste relato, nos fala, por meio de um olhar, algo que nos intriga, mas que é lindo e ficará para sempre na mente do apaixonado.
Parabéns.
Anizia da Graça em 03/09/2010
Aquele olhar
Uma das mais belas crônicas, que nos toca profundamente a sensibilidade, retratando a despedida entre dois amantes, magoados, dizendo coisas caladas por tanto tempo por meio de olhares e gestos contrastantes. O que, realmente, queria dizer aquele olhar? A dúvida ficou, tanto para o amante, quanto para seus leitores, encantados com o que leram.
tania melo em 03/09/2010
Aquele olhar
É o tipo de texto em que a gente desenha os personagens na mente, com roupas, cor de cabelos, olhos e todos os detalhes. Gostoso de ser ler, como o começo de um interessante livro romântico. Muito bom!
Cláudia L. Moraes - ASES - Associação de Escritores de Bragança Paulista - SP.
Cláudia L. Moraes em 03/09/2010
Aquele olhar
Imperdivel este texto do poeta.
Prosa poetica, a narrar o encontro que nunca foi.
Ha na vida de cada um de nos o encontro que nunca se deu, o olhar que nunca entendemos, a esfinge de um trocar de sorrisos, o enigma que nunca foi decifrado.
Dos textos de Alberto Cohen, este e um dos que mais me diz.
Maria Armanda Ferreira - Londres em 03/09/2010
HÜZÜN (Melancolia)
Sua alma fala para minha alma e tambem para todo meu povo.
Essa melancolia tão bem descrita, pode ser entendida pelos dois mil anos de dispersão do solo dos meus antepassados.
O povo das lendarias terras de Ofir tem a melancolia, a alegria e a tenacidade na vida.
Pois do levante ao poente, embora dancemos Hava Naguila, a melancolia é tão densa que se torna palpável. Obrigada poeta por tamanha sensibilidade, que me trouxe uma doce e nostalgica
hüzün.
Isaac Goldstein em 02/09/2010
De Profundis
Shalom Regina
Essa poesia é tão bela, que minha amiga copiou e mandou para mim.
Nem preciso dizer-lhe que a pedi em casamento, rs
Ambos, eu e ela, não sabemos escrever poesia, mas sabemos interpretar e sentir o quanto o belo toca a alma e o coração.
E voce, coincidentemente é nossa poeta predileta.
Mazal tov
Isaac Goldstein em 02/09/2010
Pétalas
lindo noto 100000 dez bilhao eu so uma crianca de dez anos eu achei esse poena interesante e a musica e muito cobinando parabens.
MARIA ELIENE em 25/08/2010
Casas velhas
A NOSSA CASA VELHA, NOSSA MATERNIDADE E A VELHA SAPUTILHEIRA MORREU COMO QUE DEBRUÇADA AO CHÃO CHORANDO DE SAUDADES DA GENTE, MAIS OLHA JÁ! DIRIAMOS NAQUELES TEMPOS.
EDIR CARVALHO BEZERRA em 20/08/2010
Pétalas
Tenho me perguntado onde andam os versos no meio de tão conturbada modernidade. A resposta eu encontro nos teus poemas, amado amigo. Belíssimas pétalas, belíssimos versos.
Rita Venâncio em 19/08/2010
Soneto dos tempos modernos
Maravilhoso... e em pensar que encontrei este site desapercebidamente. Raramente é possível ler algo deste nível, estou deslumbrada com seu poema. Parabéns!
Samantha de Sousa em 09/08/2010
Teatro da vida
Minha querida Efigênia simpre, quando eu conseguir algo de seu que eu li e dejascon boas recordações.
Da Argentina um beijo gramnde
Hector R Pomodoro
Hector Reinaldo Pomodoro em 05/08/2010
MEU TEMPO MENINO
Edmir, o ver-o-poema é cada vez mais um olho esperto e preciso na descobertas de palavras e imagens carregados de sentido e poesia.
este video, tao bem filmado, tao bem contado, tao atento a detalhes sensiveis e vivos, em especial, deu vontade de comentar. parabéns a você, ao Emanoel Loureiro e à equipe do filme.
Regina
Reginha M. A. Machado em 04/08/2010
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