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Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Caetano Veloso

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.

Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte...
E por que ficar calado?

Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.

Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.

— Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.

— Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.

— O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.

— Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.

— Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.

— Por que este cidadão
( o Caetano escleroso )
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso ?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.

— Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.

— Já pensou se o Caetano
Fosse então educador ?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.

— Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito lingüístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.

— Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão...

— Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.

— A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.

— Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.

— Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.

— Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.

— Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral !

— Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.

— Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.

— O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada...
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.

— O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.

— Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.

— Ofendeu Marina Silva
— Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!

Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô...
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!

É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.

Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.

FIM
Salvador, triste primavera de 2009 - Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA

Autor:  Antonio Barreto

Publicado originalmente no site do LIMA COELHO: http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=3082 

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Comentários recentes

Solidão cósmica*

Cara poeta Regina
Realmente, nada mudou por aqui.
Em sua carta desabafando a saudade do amigo Renato Russo,e de como "as coisas continuam coisando por aqui", é triste e ao mesmo tempo hilário, o Brasil decadente em que vivemos.
Pão e circo, mas o que seria de nós sem o poeta?

Rub Weiss em 05/09/2010

Aquele olhar

Olhares impossíveis. Uma despedida querendo ficar. Lindo, como tudo o que o autor escreve. Amei!
Kelly Santoro em 04/09/2010

De Profundis

De profundis é o que você , nobre poeta escreve.
Você fala de alma para alma. E a canção é simplesmente um deleite para os ouvidos e suas palavras para o coração.
Num site tão maravilhoso, uma única crítica:
conheço sua obra tão intensa e promissora.
E encontro poucas poesias suas.

benjamin bonhoeffer em 04/09/2010

HÜZÜN (Melancolia)

Minha poetiza preferida
Regina e as palavras...

Meu universo se encanta com a poesia em relevo,
explícita nos versos que escreve, delineiam, sublimam o pensar e resgatam nossos sentidos, e quando digo nossos, estou falando de nós,
pobres mortais diante da poesia.
Quão pálida e desvalida seria nossa vida se não houvesse o poeta, se não houvesse você!
Regina, o mundo ainda é melhor porque você não é virtual, você escreve e existe.

benjamin bonhoeffer em 04/09/2010

Aquele olhar

Alberto, você é MUUUUUUUUUUUUIIIIIIIITO bom! Eu adoro o que você escreve!
Urda Alice Klueger

urda alice klueger em 03/09/2010

Aquele olhar

Mais uma vez releio Alberto Cohen. Mais uma vez me enterneço com sua forma de escrever e palavras dentro de um texto que não é uma simples crônica. Seria diminuí-la, intitulando-a simplesmente assim. É uma poesia pura, doída e maravilhosa, que fotografa um último instante entre dois seres que se amavam e, neste relato, nos fala, por meio de um olhar, algo que nos intriga, mas que é lindo e ficará para sempre na mente do apaixonado.
Parabéns.

Anizia da Graça em 03/09/2010

Aquele olhar

Uma das mais belas crônicas, que nos toca profundamente a sensibilidade, retratando a despedida entre dois amantes, magoados, dizendo coisas caladas por tanto tempo por meio de olhares e gestos contrastantes. O que, realmente, queria dizer aquele olhar? A dúvida ficou, tanto para o amante, quanto para seus leitores, encantados com o que leram.
tania melo em 03/09/2010

Aquele olhar

É o tipo de texto em que a gente desenha os personagens na mente, com roupas, cor de cabelos, olhos e todos os detalhes. Gostoso de ser ler, como o começo de um interessante livro romântico. Muito bom!

Cláudia L. Moraes - ASES - Associação de Escritores de Bragança Paulista - SP.

Cláudia L. Moraes em 03/09/2010

Aquele olhar

Imperdivel este texto do poeta.
Prosa poetica, a narrar o encontro que nunca foi.
Ha na vida de cada um de nos o encontro que nunca se deu, o olhar que nunca entendemos, a esfinge de um trocar de sorrisos, o enigma que nunca foi decifrado.
Dos textos de Alberto Cohen, este e um dos que mais me diz.

Maria Armanda Ferreira - Londres em 03/09/2010

HÜZÜN (Melancolia)

Sua alma fala para minha alma e tambem para todo meu povo.
Essa melancolia tão bem descrita, pode ser entendida pelos dois mil anos de dispersão do solo dos meus antepassados.
O povo das lendarias terras de Ofir tem a melancolia, a alegria e a tenacidade na vida.
Pois do levante ao poente, embora dancemos Hava Naguila, a melancolia é tão densa que se torna palpável. Obrigada poeta por tamanha sensibilidade, que me trouxe uma doce e nostalgica
hüzün.

Isaac Goldstein em 02/09/2010

De Profundis

Shalom Regina
Essa poesia é tão bela, que minha amiga copiou e mandou para mim.
Nem preciso dizer-lhe que a pedi em casamento, rs
Ambos, eu e ela, não sabemos escrever poesia, mas sabemos interpretar e sentir o quanto o belo toca a alma e o coração.
E voce, coincidentemente é nossa poeta predileta.
Mazal tov

Isaac Goldstein em 02/09/2010

Pétalas

lindo noto 100000 dez bilhao eu so uma crianca de dez anos eu achei esse poena interesante e a musica e muito cobinando parabens.
MARIA ELIENE em 25/08/2010

O sorriso da Bia é feito música e poesia

LINDA, MARAVILHOSA, BELA, ELEGANTE, BONITA, LINDA DE NOVO, FOFA, E MAIS UM MONTE DE ADJETIVOS TODOS LINDOS PARA VOCÊ, TE AMO! TE AMO! TE AMO! TE AMO! TITIO CORUJA.
EDIR CARVALHO BEZERRA em 24/08/2010

Casas velhas

A NOSSA CASA VELHA, NOSSA MATERNIDADE E A VELHA SAPUTILHEIRA MORREU COMO QUE DEBRUÇADA AO CHÃO CHORANDO DE SAUDADES DA GENTE, MAIS OLHA JÁ! DIRIAMOS NAQUELES TEMPOS.
EDIR CARVALHO BEZERRA em 20/08/2010

Pétalas

Tenho me perguntado onde andam os versos no meio de tão conturbada modernidade. A resposta eu encontro nos teus poemas, amado amigo. Belíssimas pétalas, belíssimos versos.
Rita Venâncio em 19/08/2010

Palavras que me perseguem por serem poéticas

A linguagem poética das flores que emergem no asfalto dos jardins mal cuidados,mas a flor ali também brota expondo sua pompa,sua galhardia!
Que poema mais florido,portanto lindo!

izildinha renzo em 10/08/2010

Soneto dos tempos modernos

Maravilhoso... e em pensar que encontrei este site desapercebidamente. Raramente é possível ler algo deste nível, estou deslumbrada com seu poema. Parabéns!
Samantha de Sousa em 09/08/2010

Pétalas

Belissimo, ame,parabénsi
fatima em 06/08/2010

Teatro da vida

Minha querida Efigênia simpre, quando eu conseguir algo de seu que eu li e dejascon boas recordações.
Da Argentina um beijo gramnde
Hector R Pomodoro

Hector Reinaldo Pomodoro em 05/08/2010

MEU TEMPO MENINO

Edmir, o ver-o-poema é cada vez mais um olho esperto e preciso na descobertas de palavras e imagens carregados de sentido e poesia.
este video, tao bem filmado, tao bem contado, tao atento a detalhes sensiveis e vivos, em especial, deu vontade de comentar. parabéns a você, ao Emanoel Loureiro e à equipe do filme.
Regina

Reginha M. A. Machado em 04/08/2010
Edição:
Rodovia Arthur Bernardes - Passagem São Pedro Nº 06 - Telégrafo - Belém - PA Cep. 66.113.455
Design: