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Fodaleza.com, NOVÍSSIMO LIVRO DE CLÁUDIO PORTELLA

Capa de Fodaleza.com

Mário de Andrade cunhou Paulicéia Desvairada para São Paulo. Jomard Muniz de Brito, Recífelis para Recife. Cláudio Portella, Fodaleza.com — que acaba de ser lançado — para a sua Fortaleza. Mas não é um livro temático, feito os anteriores do poeta. Os poemas são independentes. E os assuntos, diversos. Nesse novíssimo livro de Cláudio Portella o leitor encontrará de tudo. Inclusive, um lote de poemas em inglês.

 

Editora: Expressão Gráfica
ISBN:
8575632175
ISBN-13:
9788575632175
Edição:
1ª EDIÇÃO - 2009
Numero de páginas: 80
Formato:
BROCHURA
Tamanho:
10.50 x 18.00 cm.

 

COMPRE DIRETO COM O AUTOR POR 15 REAIS (JÁ COM O FRETE INCLUSO) PELO E-MAIL: clautella@ig.com.br 


Estrada de Barro


Aonde levará aquela estrada de barro?
A poeira sobe, os olhos umedecem.
Deus de nós esquece.
Aonde o homem levará,
a foice, o machado, a enxada?
A terra nada dá!
Tentar tanto, para que tanto tentar?
Mas o que importa?
A esperança nunca morre!
A esperança quer esperar.

A estrada e a poeira só nos levam
a uma casa, de barro, fora do mapa e do mundo.
Com a boca suja de farinha
e esperança na rocinha.
Tudo é seco, tudo é agreste,
tudo é belo, tudo é perfeito,
tudo é feliz.

Sem nada de inglês,
fliper-vídeo ou rock’n’roll.
Sem nada, mas com esperança!
Com a lembrança do passado
Que se tornou um futuro seco, acinzentado.

É fácil dizer tudo isso.
O difícil é viver,
sentir na pele o calor escaldante.
O difícil é ser pisado e cuspido,
mas mesmo assim,
ainda lembrar do homem da roça,
do homem sem alma,
do poeta.

Seguiremos a mesma estrada.
E para torná-la mais verde,
é preciso ver o céu mais azul.


Poema de Fodaleza.com
Cláudio Portella

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Comentários recentes

Solidão cósmica*

Cara poeta Regina
Realmente, nada mudou por aqui.
Em sua carta desabafando a saudade do amigo Renato Russo,e de como "as coisas continuam coisando por aqui", é triste e ao mesmo tempo hilário, o Brasil decadente em que vivemos.
Pão e circo, mas o que seria de nós sem o poeta?

Rub Weiss em 05/09/2010

Aquele olhar

Olhares impossíveis. Uma despedida querendo ficar. Lindo, como tudo o que o autor escreve. Amei!
Kelly Santoro em 04/09/2010

De Profundis

De profundis é o que você , nobre poeta escreve.
Você fala de alma para alma. E a canção é simplesmente um deleite para os ouvidos e suas palavras para o coração.
Num site tão maravilhoso, uma única crítica:
conheço sua obra tão intensa e promissora.
E encontro poucas poesias suas.

benjamin bonhoeffer em 04/09/2010

HÜZÜN (Melancolia)

Minha poetiza preferida
Regina e as palavras...

Meu universo se encanta com a poesia em relevo,
explícita nos versos que escreve, delineiam, sublimam o pensar e resgatam nossos sentidos, e quando digo nossos, estou falando de nós,
pobres mortais diante da poesia.
Quão pálida e desvalida seria nossa vida se não houvesse o poeta, se não houvesse você!
Regina, o mundo ainda é melhor porque você não é virtual, você escreve e existe.

benjamin bonhoeffer em 04/09/2010

Aquele olhar

Alberto, você é MUUUUUUUUUUUUIIIIIIIITO bom! Eu adoro o que você escreve!
Urda Alice Klueger

urda alice klueger em 03/09/2010

Aquele olhar

Mais uma vez releio Alberto Cohen. Mais uma vez me enterneço com sua forma de escrever e palavras dentro de um texto que não é uma simples crônica. Seria diminuí-la, intitulando-a simplesmente assim. É uma poesia pura, doída e maravilhosa, que fotografa um último instante entre dois seres que se amavam e, neste relato, nos fala, por meio de um olhar, algo que nos intriga, mas que é lindo e ficará para sempre na mente do apaixonado.
Parabéns.

Anizia da Graça em 03/09/2010

Aquele olhar

Uma das mais belas crônicas, que nos toca profundamente a sensibilidade, retratando a despedida entre dois amantes, magoados, dizendo coisas caladas por tanto tempo por meio de olhares e gestos contrastantes. O que, realmente, queria dizer aquele olhar? A dúvida ficou, tanto para o amante, quanto para seus leitores, encantados com o que leram.
tania melo em 03/09/2010

Aquele olhar

É o tipo de texto em que a gente desenha os personagens na mente, com roupas, cor de cabelos, olhos e todos os detalhes. Gostoso de ser ler, como o começo de um interessante livro romântico. Muito bom!

Cláudia L. Moraes - ASES - Associação de Escritores de Bragança Paulista - SP.

Cláudia L. Moraes em 03/09/2010

Aquele olhar

Imperdivel este texto do poeta.
Prosa poetica, a narrar o encontro que nunca foi.
Ha na vida de cada um de nos o encontro que nunca se deu, o olhar que nunca entendemos, a esfinge de um trocar de sorrisos, o enigma que nunca foi decifrado.
Dos textos de Alberto Cohen, este e um dos que mais me diz.

Maria Armanda Ferreira - Londres em 03/09/2010

HÜZÜN (Melancolia)

Sua alma fala para minha alma e tambem para todo meu povo.
Essa melancolia tão bem descrita, pode ser entendida pelos dois mil anos de dispersão do solo dos meus antepassados.
O povo das lendarias terras de Ofir tem a melancolia, a alegria e a tenacidade na vida.
Pois do levante ao poente, embora dancemos Hava Naguila, a melancolia é tão densa que se torna palpável. Obrigada poeta por tamanha sensibilidade, que me trouxe uma doce e nostalgica
hüzün.

Isaac Goldstein em 02/09/2010

De Profundis

Shalom Regina
Essa poesia é tão bela, que minha amiga copiou e mandou para mim.
Nem preciso dizer-lhe que a pedi em casamento, rs
Ambos, eu e ela, não sabemos escrever poesia, mas sabemos interpretar e sentir o quanto o belo toca a alma e o coração.
E voce, coincidentemente é nossa poeta predileta.
Mazal tov

Isaac Goldstein em 02/09/2010

Pétalas

lindo noto 100000 dez bilhao eu so uma crianca de dez anos eu achei esse poena interesante e a musica e muito cobinando parabens.
MARIA ELIENE em 25/08/2010

O sorriso da Bia é feito música e poesia

LINDA, MARAVILHOSA, BELA, ELEGANTE, BONITA, LINDA DE NOVO, FOFA, E MAIS UM MONTE DE ADJETIVOS TODOS LINDOS PARA VOCÊ, TE AMO! TE AMO! TE AMO! TE AMO! TITIO CORUJA.
EDIR CARVALHO BEZERRA em 24/08/2010

Casas velhas

A NOSSA CASA VELHA, NOSSA MATERNIDADE E A VELHA SAPUTILHEIRA MORREU COMO QUE DEBRUÇADA AO CHÃO CHORANDO DE SAUDADES DA GENTE, MAIS OLHA JÁ! DIRIAMOS NAQUELES TEMPOS.
EDIR CARVALHO BEZERRA em 20/08/2010

Pétalas

Tenho me perguntado onde andam os versos no meio de tão conturbada modernidade. A resposta eu encontro nos teus poemas, amado amigo. Belíssimas pétalas, belíssimos versos.
Rita Venâncio em 19/08/2010

Palavras que me perseguem por serem poéticas

A linguagem poética das flores que emergem no asfalto dos jardins mal cuidados,mas a flor ali também brota expondo sua pompa,sua galhardia!
Que poema mais florido,portanto lindo!

izildinha renzo em 10/08/2010

Soneto dos tempos modernos

Maravilhoso... e em pensar que encontrei este site desapercebidamente. Raramente é possível ler algo deste nível, estou deslumbrada com seu poema. Parabéns!
Samantha de Sousa em 09/08/2010

Pétalas

Belissimo, ame,parabénsi
fatima em 06/08/2010

Teatro da vida

Minha querida Efigênia simpre, quando eu conseguir algo de seu que eu li e dejascon boas recordações.
Da Argentina um beijo gramnde
Hector R Pomodoro

Hector Reinaldo Pomodoro em 05/08/2010

MEU TEMPO MENINO

Edmir, o ver-o-poema é cada vez mais um olho esperto e preciso na descobertas de palavras e imagens carregados de sentido e poesia.
este video, tao bem filmado, tao bem contado, tao atento a detalhes sensiveis e vivos, em especial, deu vontade de comentar. parabéns a você, ao Emanoel Loureiro e à equipe do filme.
Regina

Reginha M. A. Machado em 04/08/2010
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Rodovia Arthur Bernardes - Passagem São Pedro Nº 06 - Telégrafo - Belém - PA Cep. 66.113.455
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